O que era para ser apenas um evento institucional de lançamento virou munição pesada nas redes sociais. O SBT, emissora criada por Silvio Santos com a promessa de falar com “o povo”, se viu no centro de uma das maiores tempestades digitais do ano — e tudo começou com uma visita presidencial.
No lançamento do SBT News, novo braço jornalístico da emissora, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acendeu um pavio que já estava curto: o da polarização política brasileira. Bastou uma foto, alguns cumprimentos e pronto — a internet fez o resto.
E fez rápido.
Uma imagem, mil narrativas
Em poucos minutos, imagens de Lula ao lado das herdeiras de Silvio Santos começaram a circular em grupos de WhatsApp, X (antigo Twitter), Instagram e YouTube. Mas não circularam sozinhas. Vieram acompanhadas de frases fortes, indignadas e, em muitos casos, completamente desconectadas da realidade:
“Lula comprou o SBT.”
“O SBT agora é do governo.”
“O canal virou propaganda política.”
Nenhuma dessas afirmações se sustenta em fatos. Não houve venda, não houve mudança de controle, não houve anúncio de alinhamento editorial. Mas, no tribunal das redes sociais, a sentença costuma vir antes do processo.
O tal “marketing reverso”
Foi aí que surgiu o termo que ganhou força entre críticos e comentaristas digitais: marketing reverso.
A ideia defendida por alguns influenciadores é a seguinte: ao receber Lula, o SBT teria “provocado” seu próprio público, historicamente mais conservador, gerando rejeição, ataques e cancelamentos — tudo isso transformado em engajamento.
Na prática, porém, o “marketing reverso” não partiu da emissora. Ele foi construído pelas redes, por cortes de vídeo, títulos sensacionalistas e interpretações enviesadas. Um marketing que não foi planejado, mas aconteceu. Um incêndio que ninguém acendeu oficialmente, mas que se espalhou rápido porque o terreno estava seco.

Cancelamentos, unfollows e o tribunal da internet
O resultado foi previsível:
- Campanhas de boicote ao SBT começaram a circular;
- Perfis das filhas de Silvio Santos foram alvo de comentários agressivos;
- Seguidores anunciaram, publicamente, que “nunca mais assistiriam à emissora”.
Teve até artista entrando no debate, com críticas duras e palavras que pesaram mais que argumentos. A resposta do SBT veio em forma de nota oficial, repudiando ataques pessoais e reforçando a independência da emissora.
Nos bastidores, o clima era de surpresa. Afinal, o evento contou também com autoridades de outros espectros políticos. Mas isso, curiosamente, não viralizou.
Na internet, como se sabe, o algoritmo não gosta de equilíbrio. Ele prefere conflito.
O pano de fundo: mídia, política e emoção
O episódio escancara algo maior do que o SBT ou Lula: o nível de sensibilidade do público brasileiro quando mídia e política dividem o mesmo palco.
Hoje, para parte da audiência, não existe mais “cobertura institucional”. Existe “lado”. Não existe mais “evento público”. Existe “traição”. E não importa o contexto — importa o recorte.
É o jornalismo tentando informar enquanto a audiência já chega armada de certezas.
Silvio Santos entenderia isso?
Talvez essa seja a pergunta mais simbólica de todas.
Silvio Santos sempre recebeu políticos. De direita, de esquerda, de centro, de lugar nenhum. Sempre foi empresário antes de tudo — e entendia, como poucos, o termômetro do povo.
O que mudou não foi o SBT. Foi o ambiente.
Hoje, uma câmera grava, um celular corta, um influencer comenta e pronto: nasce uma “verdade” paralela.
No fim das contas…
Não houve venda.
Não houve tomada ideológica.
Não houve conspiração.
Houve um lançamento de canal, uma visita institucional e uma explosão de narrativas alimentadas pela polarização extrema.
O SBT entrou no estúdio para lançar um jornal. Saiu dele no meio de um debate nacional sobre política, mídia e confiança.
E fica a lição — não só para emissoras, mas para marcas, empresas e instituições:
no Brasil de hoje, comunicação não termina quando o evento acaba. Ela começa quando o vídeo cai nas redes.
E o que isso tem a ver com o seu negócio?
Tudo.
O caso do SBT mostrou uma verdade clara: hoje, não basta fazer certo — é preciso ser entendido certo. Marcas que não dominam branding e posicionamento perdem o controle da narrativa, geram ruído e sofrem ataques, mesmo sem errar.

Empresas que não conhecem esse limite não erram por fazer algo errado. Erram por não prever como serão interpretadas.
E é exatamente isso que fazemos para construir marcas que não dependem da sorte;
que sabem quem são;
para quem falam;
e até onde podem ir.
Porque no mundo real, quem não domina branding acaba vivendo de apagar incêndio.
E quem domina, escolhe quando acender a luz.
Branding não é estética. É estratégia.
É definir o edge vetorial da marca, antecipar crises, alinhar comunicação, tráfego e vendas.
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branding estratégico, posicionamento real e marketing aplicado ao mundo dos negócios.
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